sábado, 25 de fevereiro de 2012

Auxlilio a lição 05, Consumismo

Auxílio 02-  Consumismo

Introdução:
A riqueza, a fama, o poder, os prazeres e o consumo desenfreado são ineficazes para satisfazer as necessidades da alma (Ec 6). Infelizmente, por essas coisas vãs, muitos têm empenhado tudo o que possuem, inclusive a própria vida (Mt 16.26). A Palavra de Deus nos adverte taxativamente sobre o gasto abusivo e desnecessário (Pv 21.20; Is 55.2). Nesta lição, aprenderemos sobre como nos livrar desta enfermidade.
I – OS MALES DO CONSUMISMO
1. O apelo consumista nos meios de comunicação. Muitos são impelidos, especialmente, pela propaganda difundida nas mídias eletrônicas (Rádio, TV, Internet) a comprarem aquilo de que realmente não necessitam. Os profissionais do marketing aproveitam-se das datas comemorativas tais como, Natal, Páscoa, Dia das mães, dos pais, dos namorados, das crianças, etc., para incitar as pessoas ao consumo. O pior do consumismo é que muitos acabam valorizando mais as coisas materiais que s espirituais (Pv 30.15; Mt 6.19-21). O crente em Jesus deve resistir ao consumo inútil e à tentação do crédito fácil, propalados pela mídia. Lembre-se: “Crédito imediato é também dívida imediata”. Façamos, pois, a oração de Agur: Não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção acostumada” (Pv 30.8,9).
2. O supérfluo em detrimento do essencial. Essencial para o consumo é aquilo que, sem o qual, a vida exaure: comida, roupa, moradia e, na medida certa, o lazer. Até mesmo no que é indispensável devemos confiar mais em Deus que em nossos próprios esforços (Mt 6.25-34). O supérfluo é tudo aquilo que não é essencial à manutenção da vida. Sob a influência dos meios de comunicação, há os que suprimem itens prioritários à sobrevivência, para comprar produtos de griffe, por mero capricho. A Bíblia é enfática em seu ensino contra o desperdício (Is 55.2; 2 Tm 4.5).
3. A compulsão pelas compras. A vontade compulsiva de comprar pode estar associada a um distúrbio psicológico conhecido como oneomania. Essa doença está associada a diversos fatores, tais como: ansiedade, frustração, depressão, transtornos de humor e um desejo reprimido de possuir as coisas. Por isso há tantas pessoas endividadas, especialmente, pelo mau uso do cartão de crédito e de cheques especiais. É uma enfermidade que precisa ser tratada com seriedade e urgência (Pv 15.27; Ec 5.10; Jr 17.11; 1 Tm 6.10). Obreiros, líderes e crentes em geral, portadores dessa doença, precisam de cura imediata para exercerem o ministério cristão sem impedimento, e glorificarem o santo nome de nosso Senhor Jesus Cristo (Rm 12.16; 13.8,14; Gl 5.22).
II – COMÉRCIO E CONSUMO NO AMBIENTE CRISTÃO
 
1. O comércio no templo em Jerusalém (Jo 2.13-17; Mt 21.12,13). Era no átrio dos gentios que os comerciantes vendiam animais para serem sacrificados, e os cambistas trocavam as moedas estrangeiras pela moeda do Templo, a fim de que os judeus pagassem o imposto sagrado (Mt 21.12). Essas atividades eram controladas pelos sacerdotes e levitas, inclusive pela família de Anás, o sumo sacerdote. O problema é que eles majoravam os preços dos animais e cobravam excessivas taxas cambiais. Era a prática da corrupção e exploração do povo no recinto sagrado. O culto tornava-se apenas uma desculpa para o comércio fraudulento. Todavia, Jesus, na função de Filho de Davi, condenou os abusos e a corrupção (Mt 21.5-11).
2. Mercantilismo na Igreja. Não podemos ignorar esta infame realidade: muitos exercem atividades entre o povo de Deus alegando um “ministério” que não existe. Há cantores evangélicos, pregadores, ensinadores, “missionários” e vendedores itinerantes cuja vida particular desmente os padrões de santidade que eles fingem ser portadores no púlpito (Cl 2.23; 2 Tm 3.4,5). São artistas, exploradores do povo e das igrejas, que só veem o promissor mercado evangélico à sua frente.
3. Comércio ou serviço cristão? Há quem questione a compra e venda de produtos necessários ao desenvolvimento do serviço cristão na igreja. A igreja, de fato, precisa de Bíblias, livros, folhetos e outros aparatos. Se tal atividade comercial é honesta e normal no mundo secular, por que seria condenável no âmbito cristão, se é feito com transparência e sem “torpe ganância”? (Tt 1.7).
III – PROVISÃO DIVINA DAS NECESSIDADES DIÁRIAS
 
1. Pedindo a Deus a provisão necessária (Pv 30.7,8). Agur fizera apenas dois pedidos a Deus. Primeiro, que Ele o resguardasse da mentira e da falsidade, porque desejava manter-se verdadeiro e íntegro. Segundo, que o Senhor lhe concedesse o suficiente para satisfazer suas necessidades diárias. Agur não queria os excessos da riqueza, nem as privações da pobreza, mas, uma vida prudente e financeiramente equilibrada (Lc 12.29-31). Na Oração Dominical, Jesus ensinou o mesmo princípio (Mt 6.9-13; 25-34). Devemos buscar primeiro o Reino de Deus (v.33), mas o Pai também quer que oremos por nossas necessidades materiais – o “pão” (Mt 6.11). Em Filipenses 4.11-13, Paulo reforça o ensino de Jesus quando diz aos Filipenses: “Aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido e sei também ter abundância” [...] “estou instruído tanto a ter fartura como a ter fome, tanto a ter abundância como a padecer necessidade. Posso todas as coisas naquele que me fortalece”.
2. Deus nos supre em todos os momentos (Fp 4.11-13, 19). Deus supriu todas as necessidades do profeta Elias (1 Rs 17.2-7, 8-24). O rei Davi, quando idoso, pôde testificar sobre a provisão divina durante toda a sua vida (Sl 37.25; 23.1). Estamos diante do mesmo que pode fazer isso agora, aí mesmo onde você se encontra. Ele não mudou, “é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente (Hb 13.8; Dt 8.15-18: Lc 12.15; 1 Tm 6.17).
IV – COMO FUGIR DO CONSUMISMO
 
1. Evite o desperdício e o supérfluo. Em João 6.12 Jesus ordenou que seus discípulos recolhessem os alimentos que sobrara para que nada se perdesse. Algumas vezes o orçamento acaba porque gastamos com insensatez, onde não se deve ou não se pode (Is 55.2; Lc 15.13,14).
2. Economize, poupe e fuja das dívidas. Economize comprando no estabelecimento que é mais em conta. Racionalize os gastos com água, luz, telefone, etc. (Gn 41.35, 36; Pv 21.20). Abra uma conta-poupança e guarde um pouco de dinheiro, por menor que seja a quantia, Fuja das dívidas. CONCLUSÃO Pobreza não é maldição (Dt 15.11; Mc 14.7), mas pode resultar de fatores diversos: guerra, catástrofes, vícios, alcoolismo, jogos de azar, má administração dos bens e dos recursos econômicos. Neste particular, a Palavra de Deus adverte que o beberrão e o comilão cairão em pobreza (Pv 23.20,21). Não compre fiado. Não peça emprestado. Liberte-se do consumo irresponsável. Jesus quer libertá-lo das garras do consumismo. “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.32,36).

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Ouça o Retiro 2012 Online!!!


CHEGOU A NOVA REVISTA DA EBD

A NOVA REVISTA PARA ESCOLA DOMINICAL DA ALIANÇA CONGREGACIONAL

Chegou a nova revista para Escola Dominical da editora de nossa denominação Aliança Congregacional. São 17 lições sobre a Igreja, damos uma geral focando os aspectos teologia e prática. Veja abaixo o assuntos abordados:

1- O que é a Igreja?
2- A fundação da Igreja
3- O fundamento da Igreja
4- Símbolos Bíblicos da Igreja
5- O governo da Igreja
6- As ordenanças da Igreja
7- A organização da Igreja
8- A constituição da Igreja
9- Problemas contemporâneos da Igreja
10- Igreja emergente I
11- Igreja emergente II
12- A relevância da Igreja
13- A missão da Igreja
14- O poder da Igreja
15- Igreja militante e Igreja Triunfante
16- Israel e a Igreja
17- O futuro da Igreja



Reserve as suas para ensinar em sua igreja pelo seguintes contatos:

Email. derp.contato@hotmail.com
Fone. 83- 3513-7791

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

O nascimento da Aliança Congregacional

1959, o ano está no começo. A Igreja Evangélica Congrega-cional em João Pessoa/PB está em festa, é uma comemoração das senhoras, e o Pr. Dorival Rodrigues Bewke é o preletor do evento. As pregações causam um grande despertar espiritual, muitas decisões acontecem e a experiência do batismo com o Espírito Santo enten-dida também como um evento após a conversão é vivenciada. A partir daí, uma nova atmosfera espiritual toma conta da igreja.
Com a realização do 1° Encontro Nacional de Renovação Espiritual,em Belo Horizonte/MG, que teve a participação do pastor da igreja, Jônatas Ferreira Catão, a Igreja Congregacional em João Pessoa é destaque no cenário de avivamento espiritual. Pouco depois, se juntam a esta visão a Igreja Congregacional em Campina Grande/PB (Pr. Raul de Souza Costa), 2ª Igreja Congregacional em Campina Grande/PB (Pr. João Barbosa de Lucena), Igreja Congre-gacional de Patos/PB (Pr. José Quaresma de Mendonça), Igreja Congregacionalem Alagoa Grande/PB (dirigida à época pelo presbítero Dr. Guimarin Toledo Sales), Igreja Congregacional em Totó, Recife/PE (Pr. Isaías Correia dos Santos), Igreja Congregacional em Casa Amarela, Recife/PE (Pr. Roberto Augusto de Souza), igreja Congregacional no Pina, Recife/PE (Pr. Moisés Francisco de Melo) e uma congregação em Caruaru/PE, dirigida à época pelo pr. Jônatas Catão.
Corre o ano de 1967, uma onda de renovação espiritual se alastra pelas igrejas evangélicas históricas do país. No mês de junho, na cidade de Patos/PB, acontecem os congres-sos femininos e de mocidade congregacionais, estes eventos foram de muito impacto e tiveram muita reper-cussão. A liderança da denominação dos con-gregacionais no país (na época o órgão se chamava Igreja Evangélica Congregacional do Brasil), não concordando com os rumos que aquelas igrejas estavam tomando, convocou um Concílio Geral Extraordinário para os dias 20 e 21 de julho, na Igreja Congregacional em Fei-ra de Santana/BA. Nesse Concílio, participariam as igrejas congregacionais que não concor-davam com a renovação, porém, outro foi realizado entre os dias 21 e 22 do mesmo mês, com a participação das igrejas ditas renovadas.
Aconteceu o referido concílio e a decisão final por não haver concordância foi a exclusão da denominação das igrejas de João Pessoa, as duas de Campina Grande, Patos, Natal, Totó, Pina, e também a exclusão dos pastores: Jônatas Catão, José Quaresma, Isaías Correia, Moisés Fran-cisco, Raul de Souza, João Barbosa e Roberto Augusto, sendo negada qualquer palavra a eles nos trâmites da assembleia para sua defesa.
Ainda no caminho de volta, o Pr. Jônatas Catão sugeriu a possibilidade de reunir os excluídos em um grupo com características denominacionais, e foi marcada uma reunião para 13 de agosto, em Campina Grande/PB.
Foi realizado um contato com o Pr. Servilho Benício, da Igreja Congregacional em Dezoito do Forte, Aracaju/SE, sua igreja já estava seguindo os caminhos da renovação espiritual e ele, após ouvir os últimos acontecimentos, se mostrou favorável a criação da nova denominação.
Em todas as negociações prévias, visitas a pastores e sugestões de direção, o trabalho do Pr. Jônatas Catão foi de um valor inestimável, ele foi um grande líder.
No dia 10 de agosto de 1967, um domingo, as delegações das igrejas foram recebidas na Igreja Congregacional em Campina Grande, muitos líderes acorreram ao evento. E no dia 14 foi aberta a primeira reunião administrativa onde é fundada a ALIANÇA DAS IGREJAS EVANGÉLICAS CONGREGACIONAIS DO BRASIL e eleita por aclamação a sua primeira diretoria:
Pres. Raul de Souza Costa
1° Vice-Pres. Jônatas Ferreira Catão
2º Vice-Pres. Geraldo Batista dos Santos
1º Sec. Presb. Euclides Cavalcanti Ribeiro
2º Sec. Presb. Euclides Gomes da Costa
1º Tes. Osmar de Lima Carneiro
2º Tes. Presb. Caitano Antônio da Silva.
Os presentes encerram os trabalhos de mãos dadas felizes e realizados. No dia 19 de agosto de 1967, em grande festa em Carua-ru/PE, é instalada a Igreja Evangélica Congregacional naquela cidade, e é empossado como seu pastor visitante Jônatas Ferreira Catão. Essa foi a primeira igreja emancipada da recém-formada ALIANÇA, e daí por diante o evangelho do reino foi sendo espalhado por todo Brasil.
Hoje, temos uma denominação forte e vibrante com 91 igrejas, 26 campos missionários, muitos pastores e milhares de membros com muitas expectativas de crescimento em todas as áreas, sem fugir da ortodoxia evangélica e entrar nos modismos atuais.