quarta-feira, 24 de outubro de 2012

A GUERRA CONTRA OS CRISTÃOS

A Grande imprensa resolveu acordar. Muitos cristãos tem sofrido perseguições e sendo mortos nos países muçulmanos.Mas grande parte da imprensa mundial não dá tanto destaque quando isso acontece. Mas uma reportagem da revista Newsweek , mostra o porque isso acontece. 
 Dou os parabéns pra a revista. E aqui coloco alguns trechos da reportagem:

Ouvimos tantas vezes sobre os muçulmanos como vítimas de abuso no Ocidente e combatentes na Primavera árabe na  "luta contra a tirania". Mas, na verdade, um tipo totalmente diferente de guerra está em curso ,custando milhares de vidas. Os cristãos estão sendo mortos no mundo islâmico por causa de sua religião. É um genocídio em ascensão que deve provocar alarme global.

O retrato de muçulmanos como vítimas ou heróis é na melhor das hipóteses parcialmente precisas. Nos últimos anos a opressão violenta contra minorias cristãs se tornaram a norma em países de maioria muçulmana que se estende desde a África Ocidental e do Oriente Médio para o Sul da Ásia e Oceania. Em alguns países são os governos e seus agentes que queimaram igrejas e prenderam cristãos. Em outros, grupos rebeldes  fizeram isso, assassinando cristãos e forçando-os a saírem de regiões onde viviam a séculos.


O medo da mídia de falar sobre o assunto, sem dúvida, tem vários motivos. Pode ser o medo de provocar mais violencia. Outro motivo, é mais provável , pode ser a influência dos grupos de lobby, como a Organização de Cooperação Islâmica, uma espécie de Nações Unidas do Islã, centrada na Arábia Saudita e do Conselho sobre Relações Americano-Islâmicas. Durante a última década,estes grupos  e outros têm sido notavelmente bem sucedidos em convencer as principais figuras públicas e jornalistas no Ocidente a pensarem que toda e cada crítica feita aos muçulmanos,sejam exemplos de discriminação  anti-muçulmana, a chamada "islamofobia" - um termo que é utilizado para provocar a desaprovação moral , comparada à xenofobia ou homofobia.
 Mas uma avaliação imparcial dos acontecimentos recentes  leva à conclusão de que a dimensão e a gravidade da islamofobia desaparece  em comparação com a cristofobia sangrenta atualmente acontecendo em países de maioria muçulmana em todo o mundo. O silêncio em torno desta expressão violenta de intolerância religiosa tem que parar. Nada menos do que o destino do cristianismo e, em última análise de todas as minorias religiosas no mundo islâmico está em jogo.

De leis de blasfêmia a assassinatos brutais,de atentados a mutilações e da queima de locais sagrados, os cristãos de tantas nações vivem com medo. Na Nigéria, muitos sofreram todas essas formas de perseguição. A nação possui a maior minoria cristã (40 por cento) na proporção de sua população (160 milhões) de qualquer país de maioria muçulmana. Durante anos, os muçulmanos e cristãos na Nigéria tem vivido à beira da guerra civil. Radicais islâmicos provocam muita se não toda a tensão. A mais recente dessas organizações , que se chama Boko Haram, que significa "educação ocidental é um sacrilégio." Seu objetivo é estabelecer a Sharia na Nigéria. Para este fim, declarou que vai matar todos os cristãos no país.
 No mês de janeiro deste ano , Boko Haram foi responsável por 54 mortes. Em 2011, seus membros mataram pelo menos 510 pessoas e queimaram ou destruíram mais de 350 igrejas em 10 estados do norte. Eles usam armas, bombas de gasolina, e até facões, gritando "Allahu akbar" ("Deus é grande"), enquanto realizam  ataques contra cidadãos inocentes. Eles atacaram igrejas, uma  no dia de Natal (matando 42 católicos).
 A cristofobia, que tem atormentado o Sudão há anos toma uma forma muito diferente. O governo autoritário  muçulmano sunita no norte do país há décadas atormentam a minoria cristã do sul. O que tem sido muitas vezes descrito como uma guerra civil é, na prática perseguição sustentada pelo governo do Sudão. Esta perseguição culminou no genocídio  em Darfur, que começou em 2003. Mesmo que o presidente muçulmano do Sudão, Omar al-Bashir, foi indiciado pelo Tribunal Penal Internacional em Haia, que o acusou de genocídio, e apesar da euforia que saudou a independência do  Sul do Sudão em julho do ano passado, a violência não terminou. Em Kordofan Sul, os cristãos ainda estão sujeitos a sofrerem bombardeios aéreos, assassinatos seletivos, o seqüestro de crianças, e outras atrocidades. Relatórios da Organização das Nações Unidas indicam que entre 53.000 e 75.000 civis inocentes foram deslocados de suas casas e que casas e edifícios foram saqueados e destruídos.

 Ambos os tipos de perseguições, realizadas por grupos extragovernmental, bem como por agentes do Estado aconteceram no Egito, no rescaldo da Primavera árabe. Em 9 de outubro do ano passado na área de Maspero Cairo, cristãos coptas (que representam cerca de 11 por cento da população do Egito de 81 milhões) marcharam em protesto contra uma onda de ataques islâmicos, incluindo os incêndios em igrejas, estupros, mutilações, e assassinatos, que se seguiram à derrubada da ditadura de Hosni Mubarak. Durante o protesto, as forças de segurança egípcias levaram seus tanques no meio da multidão e atiraram contra os manifestantes, esmagando e matando pelo menos 24 e ferindo mais de 300 pessoas. Até o final do ano mais de 200.000 coptas fugiram de suas casas com medo de mais ataques. Com islâmicos prontos para ganharem  poderes muito maiores, na sequência das recentes eleições, os medos dos Cristãos parecem serem justificados.


 A reportagem tem vários outros exemplos de perseguições contra os cristãos no Irã, Indonésia, etc. E termina dizendo:


Então, vamos por favor colocar isso entre nossas prioridades. Sim, os governos ocidentais devem proteger as minorias muçulmanas de intolerância. E, claro, devemos garantir que eles possam adorar, viver e trabalhar livremente e sem medo. É a proteção da liberdade de consciência e de expressão que distingue as sociedades livres das ditaduras.Mas também precisamos manter a perspectiva sobre a escala e gravidade da intolerância. Desenhos, filmes, e escritos (Sobre maomé) são uma coisa, facas, pistolas e granadas são algo completamente diferente.
Quanto ao que o Ocidente pode fazer para ajudar as minorias religiosas em sociedades de maioria muçulmana, a minha resposta é que ele precisa a começar a usar os bilhões de dólares em ajuda que dá aos países problemáticos como alavancagem. Depois, há o comércio e o investimento. Além da pressão diplomática, essas relações de ajuda e comércio podem e devem ser subordinada à proteção da liberdade de consciência e de culto para todos os cidadãos.
Em vez de acreditarmos em notícias exageradas de islamofobia ocidental, vamos tomar uma posição real frente a cristofobia que existe no mundo muçulmano. A tolerância é para todos, exceto os intolerantes.


Sobre a autora:  Ayaan Hirsi Ali nasceu em Mogadíscio, na Somália,  escapou de um casamento arranjado e imigrou para a Holanda em 1992. Ela serviu como um membro do parlamento holandês de 2003 a 2006 e atualmente é pesquisadora do American Enterprise Institute . Sua autobiografia, Infiel , foi um best-seller 2007 New York Times.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

HOJE (22/10) VOCÊ SALDAR OGUM OU JESUS?


Hoje começa mais uma novela na famigerada Rede Esgoto de Televisão enfocando a idolatria, e o tema não poderia ser mais propicio para o Brasil idólatra em que vivemos. Até aí tudo bem, a sociedade depravada quer isso mesmo. Mas, o estranho é que hoje muito da desqualificada audiência de mais esse lixo vai ser de pretensos "crentes", sim, eles vão estar assistindo e repetindo a saudação "salve" direcionada a Jorge, um nome lendário que ninguém sabe que existiu, mas que a Igreja Católica Romana criadora de fantoches fez de santo e as pessoas a ele se ajoelham e oram. 
Ontem em programas ditos joranalisticos já tinha atriz da novela dizendo que tem uma fé enorme...em jorge. É sabido, que a projeção de Jorge se deu e dá por aqui pelo Candomblé e a Umbanda, pois ali Jorge é a representação do espirito Ogum. Mas, sendo santo romano ou do Candoblé o fato é que a partir de hoje reinará em muitos lares de pretensos cristãos. E você de que lado estará?
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A IGREJA; O QUE É QUANDO SURGIU (FINAL)

Por Joelson Gomes


b-  A Promessa de Deus e a Igreja.
              Quando lemos as Escrituras notamos que os santos do AT aguardavam um certa promessa se cumprir, mas eles não viram a promessa e só estariam incluídos nela quando ela se concretizasse (Rm. 4.16; 9.8; 15.8; Hb. 11.19).  Esta promessa que Abraão esperou e não alcançou (Hb. 11.13), era o fato de se tornar o Pai da Fé (Rm. 4. 17-18),  a pátria celestial, possibilitada apenas com a vinda de Cristo e formação da Igreja (At. 13-23; 1Co. 1.20). É a chegada do evangelho que anuncia justamente essa promessa cumprida em Cristo (At. 13.32; Gl. 3. 16, 22, 29). Ora, esta promessa só se cumpre em Cristo, pois os que têm fé em Cristo, sendo descendentes carnais de Abraão ou não, se tornam seus filhos (Rm. 4. 11-25; Gl. 4. 28). Logo o cumprimento da promessa está no estabelecimento da Nova Aliança, quando Cristo  com seu sangue compra pessoas de todas as nações, formando assim a comunidade da fé. Logo, a Igreja que é o cumprimento desta promessa, então só nasce após o evento Cristo.
              É como se a salvação dos santos do AT só se concretizasse em Cristo, pois eles deveriam esperar a promessa se cumprir, promessa esta que estava encoberta na Antiga Aliança (Rm. 16. 24-25). Quando Cristo vem, seu sacrifício tem uma ação retroativa redimindo completamente também os santos do Antigo Testamento (Rm. 3. 22-25; Hb. 9.15).  Estes santos não podiam ser aperfeiçoados pelos sacrifícios da Antiga Aliança (Hb. 10.1-10). Com a vinda de Cristo, ao morrer e instituir a Nova Aliança, a Antiga, a da Lei, que tinha prazo de validade (Rm. 10.4; Gl. 3.23-26) expira (Hb. 8),  e todos os aqueles santos do AT alcançam  a promessa, são redimidos por Cristo, e entram na única Assembleia dos Santos, a Igreja do Senhor (Hb. 12.22-24). A Igreja hoje enche tudo como corpo de Cristo. Por isso ela existe a partir de Cristo que é Seu Cabeça, se existisse antes estava sem Cabeça (Ef. 1.22-23).
              Alguém pode dizer: “mas assim estaríamos fazendo diferença entre os santos do AT e os do NT”. Ora, é isso mesmo o que acontece. Aqui em concordo com CALVINO que comentando Hebreus 11.13 escreveu:
Em contrapartida concordo com aqueles que creem que se deve observar aqui uma certa diferença entre os pais e nós, o que exponho assim: Ainda que Deus tenha dado aos pais apenas uma prelibação de seu favor, a qual é derramada generosamente sobre nós; e ainda que ele lhes haja mostrado  apenas uma vaga imagem de Cristo, como que à distância, o qual é agora posto diante de nossos olhos para que o vejamos, todavia ficaram satisfeitos e nunca decairam de sua fé... Eles se    encontravam  longe desse elevado estado no qual Deus nos estabeleceu. Ainda que a mesma salvação lhes fora prometida, todavia as promessas não lhes foram reveladas com a mesma clareza que    desfrutamos  no reino de Cristo, senão que se contentaram em contemplá-las de longe.[1]
É claro que CALVINO tem toda razão ao pensar assim, ele está sendo completamente bíblico e acompanhando o pensamento do autor deste escrito aos Hebreus, pois ao terminar o capítulo 11 ele escreve sobre os santos e heróis da fé do AT:
              Ora, todos estes que obtiveram bom testemunho por sua fé não obtiveram, contudo, a             concretização da promessa, por haver Deus provido coisa superior a nosso respeito,                para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados (Hb. 11.39-40).
              Mais uma vez o Reformador ajuda aqui: “Sei que Crisóstomo e alguns outros apresentam uma explicação diferenciada, mas o contexto claramente revela que a referência, aqui, é a diferença na graça que Deus concedeu aos fiéis sob [o regime de] a lei e o que ele nos concede hoje”.[2]
 
c) A palavra ekklêsia no AT.
    
              As vezes é apresentado o fato de que Lucas disse que Estevão usou a palavra Igreja para se referir aos santos do AT em Atos 7.28 como prova de que o povo de Israel era a Igreja antes de Cristo. Será que este fato não desmancha a tese de que a Igreja é algo do NT? Não!
              Já foi dito anteriormente[3] que os autores bíblicos do NT usavam a palavra ekklêsia para designar uma reunião, fosse ela cristã ou não (At. 19.32, 39, 41), e á assim que encontramos a palavra sendo usada para significar a reunião do povo de Israel no AT. Se o fato de Estevão usar a palavra ekklêsia aplicando-a a congregação de Israel faz com que Israel seja a Igreja, quando a Septuaginta usa a palavra ekklêsia como sinônimo de sinagoga faria de ekklêsia a mesma coisa que sinagoga:
·         Saíram todos os filhos de Israel, e a congregação (ekklêsia) se ajuntou (sinagôgê) perante o SENHOR em Mispa, como se fora um só homem, desde Dã até Berseba, como também a terra de Gileade. Os príncipes de todo o povo e todas as tribos de Israel se apresentaram na congregação (ekklêsia) do povo de Deus. Havia quatrocentos mil homens de pé, que puxavam da espada (Jz. 20.1-2-LXX).
·         E disseram: Há alguma das tribos de Israel que não tenha subido ao SENHOR a Mispa? E eis que ninguém de Jabes-Gileade viera ao acampamento, à assembleia (ekklêsia)... Por isso, a congregação (sinagôgê) enviou lá doze mil homens dos mais valentes e lhes ordenou, dizendo: Ide e, a fio de espada, feri os moradores de Jabes- Gileade, e as mulheres, e as crianças ... Toda a congregação (sinagôgê), pois, enviou mensageiros aos filhos de Benjamim que estavam na penha Rimom, e lhes proclamaram a paz (Jz. 21. 8, 10, 13, LXX).
E aqui o paralelismo hebraico é claro:
· Quase que me achei em todo mal que sucedeu no meio da assembleia (ekklêsia) e da congregação (sinagôgê).
              A mesma coisa acontece com o uso da palavra sinagoga. Todos sabem que a sinagoga é a reunião de estudo da Lei dos judeus, mas as vezes encontramos as reuniões dos gentios chamadas de sinagoga na tradução grega do AT (Gn. 28. 3; 35.11; Ez. 26.7; 27.27, 34; 38.15; Sf. 3.8). Mas, isso não faz da sinagoga judaica uma reunião de gentios.
              Não sei como alguém ainda usa o fato de Lucas (o autor de Atos que escrevia em grego)  ter chamado a reunião do povo hebreu de ekklêsia como argumento para dizer que Israel era o mesmo que a Igreja de Deus no AT. Este é um castelo de cartas fácil de derrubar. O que temos é apenas estilo de escrita sem nenhuma conotação teológica.
              Quem lê com atenção os primeiros capítulos da carta de Paulo aos Efésios acha com facilidade a resposta para a origem da Igreja. Ali está escrito que ela estava no secreto conselho de Deus desde antes da fundação do mundo (1.1-11), mas que foi revelada na História a partir das boas novas (evangelho) de Jesus Cristo seu Cabeça (1.22-23;3.1-13). A comunidade dos discípulos durante a vida de Cristo era o embrião da Igreja[4] revelada no Dia de Pentecoste como explica Martyn LLOYD-JONES: “E aqui, em Atos, capítulo 2, Deus está dando início à Igreja Cristã”.[5] Com quem concorda GUTHRIE: “O evento crítico no início da comunidade cristã foi, sem dúvida o Pentecostes. Somente a partir da descida do Espírito a comunidade foi efetivada”.[6] E Walter C. KAISER é claro ao dizer que foi o batismo com o Espírito Santo em Atos 2 que assinalou o começo da Igreja, pois quando todos foram cheios do Espírito deram início a ekklêsia de Cristo.[7]
              Bem, diante de “uma tal nuvem de testemunhas” resta você tirar suas conclusões.
NOTAS

[1] Hebreus (São Paulo: Paracletos, 1997), p. 319.
[2] Ibid, pp. 346-347
[3] Veja tópico I- Definição de Termos, letra b.
[4] GUTHRIE, Donald. Teologia do Novo Testamento (São Paulo: Cultura Cristã, 2007), p. 716; Augustus H. Strong também partilha da mesma ideia, para a Igreja esteve entre os discípulos de Cristo em germe, e foi inteiramente revelada após o Pentecoste (Teologia Sistemática, vl. 2. 2ª ed. Rev. (São Paulo: Hagnos, 2007), p. 1582ss
[5] Cristianismo Autêntico, vl. 1 (São Paulo: PES, 2005), p. 43.
[6] Teologia do Novo Testamento, p. 737; “O nascimento da Igreja ocorreu no dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo, enviado pelo Pai e pelo Filho, desceu em poder sobre a comunidade dos discipulos reunida em oração no “cenáculo” em Jerusalém (At 2.1-4)”. STURZ, Richard J. Teologia Sistemática (São Paulo: Vida Nova, 2012), p. 552.
[7] O Plano da Promessa de Deus (São Paulo: Vida Nova, 2011), pp. 343-344.